“Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” encerra circulação nacional em Brasília

O espetáculo “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” retorna a Brasília para o encerramento oficial de sua turnê, reafirmando a capital federal como território de criação, partida e chegada desta obra que estreou no Distrito Federal, em 2025, e circulou pelo Espírito Santos, Minas Gerais e São Paulo. As duas últimas apresentações acontecerão no Teatro Nacional Cláudio Santoro – Sala Martins Pena, um dos palcos mais simbólicos da cena cultural brasileira, em 28 de fevereiro e 1º de março. Os ingressos estão à venda pelo Sympla

Idealizado por Cláudia Andrade, artista e agente cultural reconhecida por transitar por diferentes movimentos, projetos e linguagens artísticas, o espetáculo se constrói a partir de uma narrativa cênica contemporânea que integra artes visuais, videoarte e recursos audiovisuais. O resultado é uma experiência cênica de forte dimensão imagética, dedicada a investigar os caminhos do feminino, a maturidade, os jogos de poder, a hipocrisia entranhada na sociedade, a finitude e os contrastes sociais da existência humana. “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” marca ainda a estreia de Cláudia Andrade na dramaturgia, ampliando sua trajetória como atriz, diretora e produtora, com a colaboração na direção do professor e diretor João Antônio.

“Trilhar caminhos próprios, fora dos padrões impostos pelo sistema e pela família, não é simples. É desafio, e o que move e alimenta a alma. Chegar aos 63 anos fazendo o que sempre sonhei e construí é o meu Olimpo pessoal. Circular pelo Brasil com esta realização é um gesto de resistência e transgressão. É luta contínua, atravessada por dor e superação, mas também por missão e regozijo. É arte que toca, provoca e transforma. Sem a arte, não vivemos: apenas sobrevivemos. Como diria Nietzsche, ‘Nunca é alto o preço a se pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo’.”, afirma Claudia.

Ao longo da circulação, o espetáculo realizou 11 apresentações. A turnê integra o projeto “Resistência nos Trilhos – Remontagem & Circulação”, contemplado pelo Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (FAC-DF), ampliando o acesso ao teatro contemporâneo e promovendo o encontro da obra com públicos diversos em contextos socioculturais distintos.  A circulação passou por Ceilândia (DF), no Teatro Sesc Newton Rossi; Vitória (ES), na Casa da Música Sônia Cabral; Belo Horizonte (MG), no Palácio das Artes – Teatro João Ceschiatti e São Paulo (SP), no Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat.

A cena, o processo e o diálogo com o público

Cláudia Andrade (Gimena) divide a cena com Eloisa Cunha (Silvia) Genice Barego (Gaivota), atrizes também 50+. A remontagem apresentada ao longo da circulação revela um trabalho mais maduro, fruto do aprofundamento das personagens e da escuta atenta do público em cada cidade. A encenação incorpora ainda videoarte e videomapping de Aníbal Alexandre, iluminação de Lemar Rezende e trilha sonora original de Mateus Ferrari, compondo uma obra híbrida que cruza linguagens e amplia as possibilidades da cena contemporânea.

Além das apresentações, a circulação de “Trilhas” também se destaca pelo compromisso com a acessibilidade e a inclusão. O projeto inclui sessões com intérprete de Libras e audiodescrição, além de ações sociais voltadas a estudantes da EJA, pessoas com deficiência visual e integrantes de projetos sociais. Ao final de cada espetáculos, a plateia é convidada para participar de uma bate-papo com as artistas. 

Há, ainda, espaço para ações sociais, a exemplo da que acontece em Brasília com a sugestão da meia entrada solidária, mediante a doação de um pacote/lata de leite em pó em benefício da ONG Vida Positiva.

E a trajetória da peça não se encerra com o fechar das cortinas. Em abril haverá oficinas e debate sobre os desafios da circulação teatral no Brasil. Essas ações reforçam o caráter público e democrático do projeto, que entende o teatro como ferramenta de encontro, reflexão e transformação social.

Origem e trajetória

O texto surgiu em 2017, a partir da oficina Caminhos, com o dramaturgo Maurício Arruda. A montagem foi desenvolvida com consultoria dramatúrgica de Fernando Villar, análise técnica e preparação de elenco de Humberto Pedrancini e, na versão atual, colaboração na direção do professor e diretor João Antônio, com mais de seis décadas de atuação no teatro brasileiro.

A qualidade da produção se revela no próprio percurso artístico do espetáculo. Lançada em 2022, a obra retornou aos palcos em menos de três anos, o que evidencia não apenas o interesse do público, mas a força criativa e a maturidade da autora já em sua primeira peça. Por onde passou, Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol foi elogiada pela potência e delicadeza de seu texto, que constrói uma dramaturgia autoral a partir de uma colagem sensível de fragmentos literários, referências musicais e extratos de textos de diferentes autores e tradições. 

Essa fusão de vozes e linguagens cria uma narrativa profunda e contemporânea, capaz de provocar identificação imediata e forte impacto emocional. Nascido em Brasília e projetado para o Brasil, o espetáculo afirma-se como uma experiência singular, marcada pela escuta atenta do público e pela repercussão calorosa que acompanha cada nova apresentação.

O retorno à cidade onde o espetáculo nasceu, carrega um significado especial. Encerrar a circulação na Sala Martins Pena é mais que um fechamento de ciclo artístico. A ocupação da sala por uma produção local reforça a importância da política pública de cultura, da continuidade dos projetos artísticos e da valorização dos equipamentos culturais históricos.

SERVIÇO:
Espetáculo: Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol
Sessões:
28/02 – Sábado – 20h – com Audiodescrição e bate-papo com as artistas ao final do espetáculo
01/03 – Domingo – 19h – com Libras
Local: Sala Martins Pena – Teatro Nacional Cláudio Santoro
Ingressos: Sympla e link na Bio Instagram: @trilhasespetaculo
Inteira: R$20
*Meia: R$10
Linguagens: artes cênicas, artes visuais e audiovisual
Gênero: comédia dramática
Duração: 80 minutos
Classificação indicativa: 16 anos

*além dos casos garantidos por lei, a meia entrada também valerá mediante a doação de 1 pacote/lata de leite em pó (beneficiária: ONG Vida Positiva)

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